São Pio X, o Papa da Eucaristia
História · Alexandre A. Tavares
Revista Por Ali, nº 10, 02/06/2016
Eleito papa quase por unanimidade em 1903, o cardeal Sarto reinou até sua morte em 1914, quase octogenário.
Seu lema, “renovar todas as coisas em Cristo”, parecia inicialmente dar a entender que ele “surfaria” na maré impetuosa do modernismo que então arrastava grande parte dos católicos para a praia da heresia. Mas, pelo contrário, seu pontificado se opôs vigorosamente aos erros modernistas, os quais qualificou de “síntese de todas as heresias”.
Contrariou, portanto, a forte corrente laicista-modernista, governando com firmeza a Igreja de Cristo, defendendo de forma intransigente a ortodoxia de sua doutrina e encorajando os cristãos a viverem conforme os valores de sua fé.
Um dos golpes mais violentos contra os erros do mundo moderno foi a encíclica Pascendi Dominici Gregis, publicada em 1907.
Neste documento, São Pio X não combateu apenas falsas ideias, mas traçou o perfil moral do modernista, denunciou suas táticas e pôs a nu sua conspiração.
Dentre suas diversas atividades pastorais, publicou um catecismo e promoveu a catequese, bem como o estudo do tradicional canto gregoriano.
Fomentou a Comunhão eucarística frequente e o acesso das crianças a ela a partir do uso da razão.
Embora tão enérgico na defesa da ortodoxia católica, eram notórias a humildade e a bondade com que tratava os que a ele se dirigiam, atitude coerente com a santidade que lhe elevou à honra dos altares.
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