Por que existe o Inferno?
Alexandre Augusto Tavares, 11/6/25
· Reflexão ·
Todo ser inteligente (anjo ou homem) foi criado pela bondade de Deus para participar de sua felicidade eterna.
E essa dádiva da vida é tão elevada que rejeitá-la ─ trocando-a pelo prazer do pecado ─ é uma ofensa ao Criador de tal magnitude que, se ficasse impune, seria uma injustiça. Pois quem rejeita a eterna alegria junto de Deus, tem, inevitavelmente, que ficar “longe” d’Ele, como que “escondido” d’Ele, num lugar onde reina o contrário da glória: a tristeza e a dor. A rejeição à felicidade perfeita e eterna tem como consequência ─ justa e inevitável ─ o sofrimento total e sem fim.
Por isso, quando um pecador se encontra com Deus no fim da vida, toda a sua natureza se retorce na presença do Senhor, por incompatibilidade, por dissonância, por um conflito de ideias, desejos e comportamento contrários, que produz na alma um desejo urgente de fugir da presença santa de Deus. E assim como um ímã cujos polos estão invertidos, a alma pecadora se sente repelida pela ordem, pela pureza e pela força do Ser divino, tendo como única opção precipitar-se voluntariamente no Inferno, o lugar onde menos se faz presente o Espírito Santo de Deus.