Páscoa da Ressurreição
Liturgia · Alexandre A. Tavares
Revista Por Ali, nº 7, 02/03/2016
A Páscoa da Ressurreição de Cristo é a celebração mais importante e mais antiga da liturgia católica. O domingo de Páscoa acontece logo após a lua cheia da primavera no hemisfério norte, e é esta data que determina as demais festas móveis cristãs.
A Páscoa é seguida por um período de cinquenta dias, chamado Tempo Pascal, que se estende até o Domingo de Pentecostes.
O termo “páscoa" tem origem hebraica e significa “passagem”, relativo à travessia milagrosa do Mar Vermelho, comemorada há milênios pelo povo hebreu como marco do fim da escravidão no Egito.
No Evangelho, três episódios estão diretamente ligados a Páscoa: a peregrinação da Sagrada Família a Jerusalém, quando Jesus contava doze anos; a Santa Ceia; e a Ressurreição de Cristo, que marca o início da nova Páscoa católica. Pois o fato de Jesus ter ressuscitado no domingo tornou este dia consagrado para o “descanso”, substituindo o sábado do Antigo Testamento. O próprio termo domingo significa “dia do Senhor”.
Após ressuscitar, Jesus esteve durante quarenta dias junto aos seus discípulos, com seu Corpo ressurrecto. Antes de subir aos Céus, deixou-lhes muitas instruções para a consolidação da sua Igreja, e sobretudo fortaleceu-os na fé e na esperança, preparando-os para receberem o Espirito Santo.
Um detalhe que chama a atenção na atitude de Jesus ressuscitado é exatamente uma santa alegria e coragem que ele procura compartilhar.
Repetidas vezes Ele aparece súbita e discretamente entre seus amigos, sem deixar-se reconhecer no princípio: assim foi com Madalena junto ao sepulcro, com os discípulos de Emaús e com os apóstolos na noite da pescaria.
É como se Jesus estivesse brincando com eles, para que a leveza daqueles gestos graciosos espantassem o trauma deixado por sua terrível Paixão.
Ressurgindo dos mortos e abrindo o sepulcro com grande estampido, deixou por terra os soldados ali postos para “impedirem” sua ressurreição. Não obstante, Jesus reviveu e, por mais de um mês, caminhou ufano diante daqueles que o haviam prendido, condenado e crucificado; porém agora como vitorioso imbatível: foi essa a maneira divina de transmitir à humanidade resgatada a esperança da glória eterna, que tinha sido cancelada pelo pecado de Adão, e que Cristo, o Novo Adão, reconquistou.
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