Ódio mortal à Cristandade

História · Alexandre A. Tavares
Revista Por Ali, nº 2, 02/10/2015

Ismael e Isaque, filhos de Abraão, deram origem, no Antigo Testamento, a dois povos inimigos: árabes e judeus.

No século V da era cristã, a maior parte dos árabes aderiu à religião do Islã, codificada no Corão por Maomé, o que acentuou essa hostilidade, já que o livro, tido como sagrado, prega a morte dos que não aceitam o islamismo.

O cristianismo por sua vez, nascido do judaísmo, herdou contra si esta rixa milenar dos ismaelitas, que muito se agravou durante as guerras medievais, quando a Cruz, símbolo dos cristãos, foi alvo de perseguição feroz por parte do Crescente (a meia lua), símbolo adotado pelo maometismo.

Batalhas sangrentas se travaram na Idade Média entre a Cruz e o Crescente, desde a invasão islamita à Península Ibérica (711) até o fim da Reconquista (1492), evocando, nesses oito séculos, nomes lendários como Carlos Magno e seus Pares, El Cid Campeador, Godofredo de Bouillon, entre outros.

As vitórias cristãs abafaram o ódio milenar do Islã, mas não desviaram seu objetivo de destruir os seguidores de Cristo.

Atualmente, nos países onde vigoram as leis da charia, os cristãos manifestos são martirizados sumariamente; e os países não islâmicos estão sendo, discreta mas continuamente, mais e mais povoados por maometanos.

Charia (ou xaria) é o direito islâmico. Em geral, os povos maometanos mantêm uma legislação única para Estado e Religião, interpretada pelos líderes religiosos muçulmanos, sendo o Alcorão (ou Corão) a mais importante fonte de sua jurisprudência. Segundo essas leis, certas transgressões devem ser punidas com a pena de morte. Daí o ódio dos radicais contra os “inimigos” da religião, como judeus, cristãos e, no geral, os povos de cultura ocidental.

Hoje o islamismo é a religião que mais cresce no mundo. No início dos anos 70 reunia cerca de 370 milhões de fiéis. Três décadas depois, eles chegaram a 1,3 bilhão. Em nossos dias, de cada 5 pessoas no mundo, uma é muçulmana, e estima-se que em 2020 cheguem a um para cada 4 (25% da população mundial).

Na Europa cresce sem parar o número de novas mesquitas; existem cidades inteiras onde as placas de rua e do comércio são escritas em árabe, e onde os costumes religiosos muçulmanos são praticados como em países do Islã. Já circulam notícias anunciando para 2050 uma Reconquista da Europa pelo Crescente.

Considerando que o Islã vê no suicídio terrorista um passaporte garantido para o Paraíso; considerando episódios como o 11 de Setembro; considerando que as tentativas de aproximação ecumênica por parte da Igreja Católica foram rejeitadas pelos extremistas, o que podemos esperar desses inimigos declarados da civilização cristã ocidental, espalhados pelo mundo? Tudo! A tal ponto que não seria surpresa se a terceira guerra mundial fosse uma jihad (guerra santa) deflagrada pelo islamismo.


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