O milagre de Lanciano
História · Alexandre A. Tavares
Revista Por Ali, nº 10, 02/06/2016
Desde os longínquos anos de 700, um maravilhoso milagre permanente acontece na cidadezinha de Lanciano, na Itália. Ali, no mosteiro dedicado aos Santos Legoziano e Domiciano, um dos monges encontrava-se então fortemente atormentado por tentações contra a fé na presença real de Jesus na Eucaristia.
Mas durante uma celebração matutina ocorreu um fato extraordinário, que dissipou todas as suas dúvidas: ao proferir na missa as palavras da consagração, hóstia e vinho não apenas se transubstanciaram, mas tornaram-se visivelmente carne e sangue de Cristo.
Após ter sido arrebatado num êxtase sobrenatural, o religioso se dirigiu radiante à assembleia, dizendo: “Bem-aventuradas testemunhas, diante de quem, para confundir a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo Sacramento e tornar-se visível aos nossos olhos! Vinde, irmãos, e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós! Eis aqui a Carne e o Sangue do nosso Cristo muito amado!”
Não tardou para que a notícia se espalhasse pela região. Logo providenciaram um tabernáculo de marfim para depositar as sagradas relíquias. E até hoje, mais de 1300 anos depois, a hóstia mantém o aspecto de carne, e o vinho, de sangue coagulado.
Como de costume, a Igreja permitiu a realização de diversos testes científicos para comprovar a veracidade também deste milagre, que é o mais antigo de sua história. Um dos testes mais contundentes se verificou em 1971, quando, após meses de pesquisas, dois renomados professores de anatomia publicaram um relatório com resultados surpreendentes.
Comprovou-se, então, que carne e sangue eram humanos; que a carne era tecido muscular do coração (especificamente miocárdio e nervo vago); que o sangue possuía todos os elementos que o caracterizam, como cloretos, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio, e que era do tipo AB, o mesmo encontrado no Sudário de Turim; que sangue e carne estavam “frescos”, como se houvessem sido extraídos de pessoa viva no mesmo dia (embora o milagre durasse já mais de um milênio); por fim, um dos detalhes mais impressionantes e comprobatórios da fé na Eucaristia: ao serem pesadas individualmente as quatro pedrinhas de sangue coagulado, resultaram ter o mesmo peso, embora com tamanhos diferentes; e ─ ainda mais inexplicável ─ todas juntas mantêm o mesmo peso que separadas.
Eis uma das mais cabais manifestações eucarísticas da história eclesiástica, que há séculos atestam de forma irrefutável a veracidade da Sagrada Eucaristia.
Verdadeiramente, o Verbo se faz carne e habita entre nós, desde que nasceu em Belém. Está vivo e reina gloriosamente no Céu por todos os séculos dos séculos!
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