O futuro do Brasil e do mundo

Crônica · Alexandre A. Tavares, 30/10/2022

O gráfico acima descreve o progresso da apuração no 2º turno da eleição presidencial de 2022.

A linha azul representa Bolsonaro, e a vermelha, Lula.

Para gerar o gráfico, foram usadas 62 das atualizações automáticas do site do TSE (resultados.tse.jus.br) em tempo real de apuração.

Fiz este registro fotografando as atualizações com o celular, pois já previa que a “estratégia” seria esta, a mesma usada no 1º turno.

Abaixo estão as 62 medições, com uma progressão média de 1,64% do total de votos.

% apurado Bolsonaro Lula

1,16

2,05

3,96

4,82

6,26

7,53

8,06

9,44

10,72

12,02

13,25

14,60

16,22

17,72

19,23

21,50

23,05

24,48

26,04

27,70

29,33

31,67

33,95

34,69

36,30

38,11

41,75

43,54

45,28

47,32

48,38

50,92

55,39

57,57

58,82

61,06

63,39

65,57

67,76

68,53

71,09

73,45

75,19

77,50

78,64

83,01

84,97

86,71

88,30

89,11

90,67

91,02

92,77

93,46

94,10

95,00

96,73

97,13

98,04

98,72

99,34

99,96

56,68%

56,41%

54,04%

53,57%

52,93%

52,57%

52,39%

52,09%

52,02%

51,86%

51,77%

51,69%

51,69%

51,63%

51,57%

51,48%

51,36%

51,27%

51,23%

51,13%

51,06%

50,99%

50,86%

50,84%

50,78%

50,73%

50,61%

50,54%

50,47%

50,39%

50,35%

50,30%

50,19%

50,15%

50,12%

50,10%

50,08%

50,03%

49,99%

49,98%

49,93%

49,87%

49,82%

49,77%

49,75%

49,64%

49,59%

49,54%

49,50%

49,49%

49,46%

49,56%

49,40%

49,38%

49,37%

49,34%

49,29%

49,27%

49,23%

49,18%

49,14%

49,10%

43,32%

43,59%

45,96%

46,43%

47,07%

47,43%

47,61%

47,91%

47,98%

48,14%

48,23%

48,31%

48,31%

48,37%

48,43%

48,52%

48,64%

48,73%

48,77%

48,87%

48,94%

49,01%

49,14%

49,16%

49,22%

49,27%

49,39%

49,46%

49,53%

49,61%

49,65%

49,70%

49,81%

49,85%

49,88%

49,90%

49,92%

49,97%

50,01%

50,02%

50,07%

50,13%

50,18%

50,23%

50,25%

50,36%

50,41%

50,46%

50,50%

50,51%

50,54%

50,56%

50,60%

50,62%

50,63%

50,66%

50,71%

50,73%

50,77%

50,82%

50,86%

50,90%

No início, Bolsonaro começou vencendo com 56,68%, mas foi baixando progressivamente até perder, no final, com 49,10%.

Matemáticos, físicos, estatísticos e gente de bom senso de todo o Brasil, vamos raciocinar:

A partir dos 30% da apuração, as linhas ficam totalmente retilíneas no gráfico, indicando que o progresso de Lula foi constante e proporcional até o final. Mas como é possível essa constância, num país de dimensão continental, onde ambos os candidatos chegaram a obter mais de 70% dos votos em alguns estados? Não era normal uma oscilação?

Aliás, quem observou esse mesmo padrão na apuração do 1º turno, já pôde calcular no 2º turno ─ a partir da fixidez da progressão entre os 30% e 40% ─ que, no final, Lula estaria com mais de 50%.

Será que foi esse estranho fenômeno da constância no 1º turno que levou as forças armadas a não divulgarem seu relatório antes do 2º turno?

Outra anomalia que chama a atenção: os 56,68% iniciais de Bolsonaro foram o maior patamar de toda a apuração; equanto que Lula, atingindo o seu máximo no final, chegou apenas a 50,90% dos votos. Então, o que teria acontecido para Bolsonaro começar tão bem e ir baixando num ritmo tão constante e fixo? Será que só no iniciozinho inseriram no computador os votos do melhor colégio eleitoral de Bolsonaro? E depois foram inserindo, devagarinho e na proporção imutável registrada no gráfico, todas as outras regiões do Brasil em que ─ por uma raríssima e suspeita coincidência ─ Lula teve, invariavelmente, sempre um tiquinho a mais de votos que Bolsonaro? Qual a probabilidade disso acontecer nessa regularidade? Uma em um milhão?

Do mesmo modo, que chance existe de os números de votos computados entre os dois candiatos terem ambos a terminação 75.731, como no momento abaixo registrado?

A propósito, a pergunta se aplica também à constância. Ou seja, não seria normal que, com um resultado final tão semelhante (quase empate), essa semelhança fosse oscilando ao longo da apuração, dando, ora a um ora a outro, a vantagem? Por que esse progresso constante e invariável de Lula?

Levemos ainda em conta que Bolsonaro possuía a maioria dos votos até as 18h44, quando houve a inversão aos 67,76% dos votos já apurados, como mostra o gráfico. Ou seja, Bolsonaro venceu a maior parte do tempo. Então, como foi possível, num país equitativamente dividido entre os dois candidatos, Bolsonaro vencer o tempo todo, até quase os 70% da apuração, e Lula vencer o tempo todo, só nos 30% finais?

Merece aqui uma menção muito séria e especial o fato de que esse maior tempo de vitória bolsonarista durante o longo período de 70% da apuração equivale a uma real pesquisa de voto, que destoa aberrantemente dos resultados publicados pela grande maioria dos suspeitos institutos estilo “data-falha”, em que Lula aparecia vencendo em porcentagem acentuada. E aí, Alexandre de Moraes, não vai mesmo permitir a investigação dos institutos de pesquisa eleitoral?

Um Brasil com dois Presidentes

O país ficou dividido ao meio. Qualquer dos candidatos que vencesse deixaria metade do Brasil insatisfeita. Mas, afinal, é esta a “lógica” da democracia (quem tiver 50% + 1 ganha)!

Ora, já que metade do Brasil escolheu Lula, e a outra metade Bolsonaro, imaginemos uma real divisão de governo no país, em que, mantendo a unidade da Federação, cada um governasse apenas nos Estados em que venceu. Bem que a dimensão territorial do país comportaria dois Presidentes... E ficaria assim:

Lula Bolsonaro
Amazonas
Alogoas
Bahia
Ceará
Maranhão
Minas Gerais
Paraíba
Pará
Piauí
Rio Grande do Norte
Sergipe
Tocantins
Acre
Amapá
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Paraná
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul
Rondônia
Roraima
São Paulo
Santa Catarina

Talvez Minas Gerais, Amazonas, Amapá e Tocantins devessem ter ambos por Presidente, uma vez que houve um quase empate.

Vamos supor que não tenha havido fraude eleitoral, e que esta fosse uma divisão real. Olhando para esse mapa, qual conjunto de estados representa a força motriz do Brasil? Onde estão as maiores riquezas e produtividade?

O amanhã do Brasil

E agora? O que vai acontecer a partir deste resultado de mudança no governo? Lula assume. E aí?

Meu palpite vai parecer pura teoria da conspiração. Mas suponhamos, sim, que haja uma conspiração para estabelecer no mundo a NOM (Nova Ordem Mundial).

Obviamente, para implantar esta mudança, todo extremismo é um empecilho. Ora, o bolsonarismo é, sem dúvida, o maior movimento de extrema direita do planeta, portanto um super-adversário da NOM.

Se Bolsonaro governasse por mais um mandato, esse movimento se fortaleceria, se consolidaria e talvez se tornasse irredutível, escapando ao controle da conspiração. Então, o que fazer? Colocar na corrida presidencial um adversário à altura de Bolsonaro, capaz de vencê-lo, ainda que por manipulação de urna. Iiiih, mas o único cara que podia jogar esse papel estava preso...! Não tem problema: o STF dá uma canetada para soltá-lo e concorrer à eleição, de “ficha limpa”.

Mas existe ainda outro problema: a vitória de Lula seria suficiente para abafar satisfatoriamente o bolsonarismo? Provavelmente não. Bolsonaro tem um exército de apoiadores eleitos, como o Astronalta e a maioria dos senadores, Nikolas Ferreira e a maioria dos deputados, bem como a maioria dos governadores, de estados que são decisivos para a economia do país, com São Paulo e Paraná.

Assim, Lula não conseguirá governar livremente. E não poderá dar um mínimo passo em falso, sob pena de ser alvejado pela maioria direitista.

Esta é, aliás, outra coisa estranha destas eleições: a direita venceu nos estados mais importantes, tem maioria na câmara e no senado, mas na presidência é a esquerda que vence. Não tem algo cheirando mal aí?

Então, a conspiração precisa agora tirar o foco da dualidade polar Lula-Bolsonaro, esquerda-direita. Como? Ah, sim, tem um jeito já arquitetado. Aqui entra um personagem que ninguém estava entendendo bem, mas que ─ a ser real esta suposição ─ é uma peça central desse jogo: Geraldo Alckimin! Isso mesmo: nem Lula nem Bolsonaro! Não parecia bizarro ser ele o vice de Lula?

Então, o plano estava traçado: as urnas garantiriam a eleição de Lula, ainda que por uma porcentagem irrisória ─ não importa. Ele assume em 2023, governa por um tempinho e depois é descartado: talvez um impeachment, talvez uma volta para a cadeia, ou então uma morte que lhe desse a fama de “mártir”. Aí assume Alckimin, o homem-chave que, embora vice oportunista da esquerda, representaria agora uma neutralidade centrista: é o homem ideal para apaziguar os ânimos, dissolver o extremismo, e desimpedir o caminho para a NOM.

Plano B

A hipótese anterior pressupõe que os militares reconheçam a “ausência” de fraude nas eleições.

Imaginemos agora que as forças armadas comprovem uma fraude. Isso complicaria tudo, e a conspiração precisaria de um plano B urgente. No desespero, que tal levar o dedinho psicopata do Putin até o detonador de uma bomba nuclear e começar a 3ª Guerra Mundial? É, seria um passo bem grande e acelerado rumo à NOM, pois as contingências geradas por uma destruição massiva dissiparia facilmente essa polarização ideológica, e ainda criaria uma situação de enorme contingência da população mundial, facilitando a criação de um único governo global, ao qual todos se submeteriam por necessidade. Sobretudo após o “ensaio” que tivemos durante a pandemia, em que todo o orbe aprendeu a receber ordens de um órgão diretivo universal (no caso, a Organização Mundial da Saúde): “Toma a vacina, fica em casa, põe a máscara, usa álcool-gel, economiza, aprende a viver na precariedade...” Pois é, não seria nada difícil reduzir a humanidade a um estado de escravidão impositiva.

Como consequência das explosões atômicas, a população mundial seria reduzida a um terço ou menos. Haveria uma grande dispersão dos centros urbanos (principais alvos das bombas), que ficariam inabitáveis pelos poucos sobreviventes. Teríamos, então, uma população nômade, vivendo em regime tribal, lutando para sobreviver na selva. Seria o grande restart (recomeçar) da humanidade, previsto e desejado pela NOM.

Intervenção Divina?

Tudo isto pode parecer um plano macabro arquitetado por um suposto grupo super-poderoso de gente mal-intencionada, que estamos aqui chamando de “conspiração”.

Entretanto, a 3ª Guerra foi profetizada há mais de 100 anos por Nossa Senhora em Fátima, associada exatamente aos erros da Rússia: “A Rússia promoverá guerras e perseguições à igreja; várias nações serão aniquiladas.” E esta aniquilação de nações (com redução da população mundial) não é só um plano conspiratório para a implantação da NOM; ela é também um plano divino, para “renovar a face da terra”. A deflagração de uma hecatombe global pode, sim, começar pelos homens, mas a Divina Providência assumirá as rédeas, a fim de selecionar os escolhidos para a formação do Reino de Deus na terra, onde seus habitantes, agora purificados pelo castigo, verão se realizar aquele pedido que Jesus nos ensinou a fazer, dois mil anos atrás: “Venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como no Céu.”

Como dizem os franceses, “qui vivra vera”: quem viver, vai ver!

E como previu Nossa Senhora em Fátima, “por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” O Reino de Deus será também o Reino de Maria.

O que aconteceu depois?

Voltei a este artigo, para acrescentar alguns fatos que aconteceram dias depois.

Indignados com o resultado obviamente fraudulento da votação, manifestantes bolsonaristas organizaram-se em protestos por todo o Brasil, não obstante o quase completo silenciamento e desprezo da mídia.

Nesta democracia ditatorial em que vivemos, alguns políticos e jornalistas se arriscaram a insinuar que as urnas apresentaram resultado alterado. Mas, ao se manifestarem, foram imediatamente punidos, tendo canceladas as redes sociais digitais pelas quais comunicavam sua “liberdade” de expressão.

No dia 9 de novembro, o Ministério da Defesa apresentou o esperado laudo técnico de auditoria do sistema eletrônico de votação. Em seu texto, alegava que o sistema é, sim, passível de fraude, mas a comprovação só poderia ser efetuada através do acesso ao código fonte da programação, mantido oculto a sete chaves pelo TSE. E, no mesmo documento, os técnicos militares propuseram a formação de uma comissão de especialistas que, em regime de urgência, averiguasse o tal código.

Dias antes, uma empresa argentina de auditoria havia detectado muita inconsistência na apuração de ceras urnas de um modelo mais antigo, as quais favoreceram escandalosamente o candidato petista. Mas, paralelamente, tanto o TCU quanto a OAB atestaram “lisura” na apuração, embora não se saiba bem em que fatos se tenham baseado para esta conclusão.

Uma vez lançada a bomba desse laudo militar nas mãos do supremo Alexandre de Morais, ele não podia desativá-la sem se incriminar.

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