Jesus versus o mundo
Alexandre Augusto Tavares, 2/11/2015 - Revista Por Ali, nº 3
· Espiritualidade ·
Dentre os instintos que Deus colocou no ser humano ao criá-lo, está o de sociabilidade. Por isso, mesmo alguém conseguindo todos os meios de autossustentação para sobreviver sozinho, sentiria uma necessidade natural de estar entre os homens e de ser aprovado pela sociedade, pela opinião pública, pelo mundo.
É natural buscarmos a aprovação do que o Evangelho chama de espírito do mundo. Mas o mundo é contrário ao espírito de Cristo: “[Jesus] estava no mundo e o mundo foi feito por ele, mas o mundo não o reconheceu.” (Jo, 1,10)
O mundo odeia Cristo e seus seguidores: “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia.” (Jo 15, 18-19)
O mundo persegue os fiéis: “No mundo haveis de ter aflições, mas coragem! Eu venci o mundo.” (Jo 16,33)
O mundo se exalta pelos progressos da ciência, mas é ignorante e cego para a verdade: “Acaso não declarou Deus por loucura a sabedoria deste mundo?” (1 Co 1, 20) “O Espírito de verdade, o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” (Jo 14,17)
O mundo oferece uma paz ilusória, falsa: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá.” (Jo 14,27)
O espírito mundano não nos permite enxergar a vontade de Deus: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.” (Rm 12,2)
Nossa salvação vale mais do que tudo no mundo: “Do que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma?” (Mt 16,26)
A vida é curta, e não vale a pena buscar os prazeres do mundo: “Irmãos, o tempo é breve. O que importa é que os que têm mulher vivam como se a não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se dele não usassem. Porque a figura deste mundo passa.” (1 Co, 29 a 31)
A glória da eternidade é tão grande e desproporcional, se comparada aos maiores sofrimentos que possamos ter nesta terra...! A vida passa rápido, e o sacrifício de rejeitar o mundanismo vale a pena!