Gotinha peregrina
Alexandre Augusto Tavares, 23/8/2015 - Revista Por Ali
· Poesia ·
Sou uma simples gotinha na imensidão do mar.
Às vezes fico nas profundezas do oceano.
Subindo à superfície eu evaporo e voo até as nuvens.
Pela noite desço à terra qual sereno.
Na aurora sou o orvalho que brilha na relva.
Sopra o vento, escorro da folhinha e fertilizo o solo.
Absorvida pela raiz da árvore, subo pelo tronco.
Passeio pelos galhos, pelas folhas, e vou morar na flor.
Logo me transformo em fruto.
Então você me colhe, me come, me saboreia... sem saber que eu fui mar, vapor, nuvem, sereno, orvalho, adubo, vegetal, flor, fruta e, agora... sou você!