Genioanálise
Alexandre Augusto Tavares, 4/6/2019
· Geniologia ·
A análise geniológica (ou genioanálise) é uma importante ferramenta da genioterapia, tratamento criado sob a luz da filosofia, da teologia e da espiritualidade católicas, com o propósito exclusivo de sanar dificuldades psicossomáticas, facilitando o progresso na prática das virtudes cristãs.
A genioanálise se baseia no princípio de não contradição, a lei pela qual cada coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Assim, não é possível algo ser quente e frio simultaneamente, ou bom e mau, ou belo e feio, ou verdadeiro e falso.
Poder-se-ía objetar que as combinações intermediárias são e não são simultaneamente, e que, por exemplo, o morno é frio e quente ao mesmo tempo. Mas a realidade é que o morno não é uma dosagem equivalente (combinada) de quente e frio, mas um grau de frio, ou um grau de quente. O mesmo acontece com a cor cinza, que mesmo podendo ser obtida através da mistura de branco e preto, torna-se outra cor, que já não é mais branco nem preto, e sim uma gradação de branco em direção ao preto, ou vice-versa.
Aplicado este princípio à classificação geniológica, temos que uma pessoa não pode ser gorda e magra ao mesmo tempo, nem ser e não ser musculosa simultaneamente. Do mesmo modo, as características da personalidade, em sintonia com as características corporais, também não podem ser contraditórias, e sim bem definidas.
A partir daí, tomando como base os 3 biótipos de Sheldon, inserimos em nosso Triângulo dos Gênios os 5 biótipos de Reich ─ dos quais 3 equivalem aos de Sheldon ─ e, pela lógica, criamos os demais tipos secundários e intermediários, chegando aos 28.
Classificação de William Herbert Sheldon († 1977): cerebrotônico (711), somatotônico (171) e viscerotônico (117).
Classificação de Wilhelm Reich († 1957): esquizoide (711), psicopata (441), rígido (333 e próximos), masoquista (171) e oral (117).
Embora haja tantos biótipos intermediários quanto as cores intermediárias que medeiam as primárias, durante nossas experiências chegamos à conclusão de que 28 é um número ideal, abarcativo e satisfatório.
Classificação geniológica
Dentre os 28 gênios, 3 são os primários (também chamados de básicos ou extremos), 4 os secundários, e os demais 21 são intermediários:
Primários:
Neural (711)
Tonal (171)
Sensorial (117)
Secundários:
Maioral (441)
Passional (144)
Lassal (414)
Primoral (333)
Reconhecimento dos gênios
A análise geniológica é feita com base nos traços corporais do indivíduo. O Triângulo da Genioanálise é uma ferramenta bem útil para o aprendizado dos iniciantes em genioanálise.
Nas pontas do triângulo estão os três gênios básicos: neural (711), tonal (171) e sensorial (117).
A numeração do gênio se dá nesta mesma sequência de dígitos (NeuralTonalSensorial), em que: o primeiro dígito representa a quantidade de neuralidade; o segundo, a tonalidade; e o terceiro, a sensorialidade. Assim, cada dígito desse conjunto de três números possui uma variação de 1 a 7 pontos, totalizando 9 pontos juntos, uma vez que chegando um deles ao máximo (7) deve ser somado com o (1) mínimo de cada um dos outros dois dígitos. E, assim, a distribuição desses 9 pontos nos três dígitos indica em qual dos 28 gênios se enquadra a pessoa analisada.