Festa de todos os Santos
Alexandre Augusto Tavares, 1/11/2023
· Liturgia ·
No dia de hoje a Igreja celebra a solenidade de todos os Santos, homenageando, além dos mais de 20 mil santos canonizados, o grande número de santos que, embora não reconhecidos canonicamente, vivem gloriosos no Paraíso celeste.
É a eles que o evangelista São João se refere no Apocalipse:
“Ouvi, então, o número dos assinalados: 144 mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão”.
“Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)
Já no séc. II começou entre os cristãos a celebração em homenagem e para pedir a intercessão daqueles que haviam sido martirizados por professar e defender a fé em Cristo.
Depois, no início dos anos 600, o Papa Bonifácio IV fixou a celebração para o dia 13 de maio, dedicada à Virgem Maria e a todos os mártires.
Mas foi o Papa Gregório III que mudou a comemoração para 1º de novembro, como hoje festejamos, desde meados dos séc. VIII, com a dedicação de uma capela em Roma para celebrar não apenas os mártires, mas todos os Santos.
Embora celebre a festa dos Anjos da Guarda e a dos três Arcanjos (Miguel, Gabriel e Rafael), a Igreja não tem um dia específico dedicado aos Anjos, de modo que incluem-se nesta homenagem de hoje também os santos Anjos.