Fátima, mensagem de misericórdia, bondade e esperança

Alexandre Augusto Tavares, 2/5/2016 - Revista Por Ali, nº 9

· História ·

Imagem milagrosa de Nossa Senhora de Fátima, chorando

Às vésperas do centenário da maior manifestação divina dos últimos tempos, a mensagem de Nossa Senhora em Fátima, vemos que ela continua atualíssima e mais importante do que nunca.

Qual mãe solícita às necessidades de seus filhinhos, Maria não podia deixá-los se afundar mais e mais no pecado, a ponto de se perderem eternamente. Veio, então, adverti-los de que estavam no caminho oposto àquele que leva ao Céu. E o fez da forma mais sapiencial, aparecendo Ela mesma a três pastorinhos de uma localidade então irrelevante de Portugal, entretanto centro geográfico do mundo cristão.

Sem rodeios, Nossa Senhora foi logo mostrando aos pequenos videntes a quantidade enorme de almas que se precipitavam no Inferno. Anunciou que a guerra iniciada em 1914 era já um castigo por não estar a humanidade no bom caminho. Profetizou que após aquela guerra haveria uma segunda, de maiores proporções, caso os homens continuassem a ofender a Deus.

E ainda advertiu que se a segunda grande guerra não fosse suficiente para os católicos se voltarem a Deus, haveria uma terceira, muito pior que as duas precedentes, durante a qual “várias nações serão aniquiladas" e dois terços da população mundial perecerão.

Ora, neste maio de 2016 completam-se 99 anos daquele primeiro aviso maternal da Mãe de Deus. Juntamente com as advertências, Maria deixou-nos os conselhos para evitar e reverter o trágico quadro de abandono da fé e suas terríveis consequências: pediu a consagração da Rússia ao seu Imaculado Coração, a comunhão reparadora, ditou orações e insistiu na importância do santo rosário.

Profetizou, por fim, a grande vitória do bem, e que haverá um período de paz na terra, antes do fim do mundo.

Assim, a pergunta crucial que hoje nos fazemos é: em que ponto estaríamos na realização dessas previsões? E para arriscar uma resposta acertada, basta analisar as partes já realizadas da profecia: sofremos duas guerras mundiais, mas não houve a conversão esperada.

Não há dúvida de que hoje, faltando um ano para o centenário das aparições, a humanidade vai se afundando desenfreadamente no pecado e no relativismo, afastada de Deus, buscando o prazer pecaminoso e ─ na melhor das hipóteses ─ um bem-estar egoísta, uma paz baseada numa ordem, numa ética e numa moral materialistas, e portanto utópicas, porque sem Deus.

Como resultado desse abandono alarmante da fé, nota-se uma proliferação crescente de heresias nefastas com influência em todas as camadas da sociedade, não poupando o clero, que é o termômetro da fé na terra. Ao que tudo indica, esta situação de maldade e cegueira espiritual já é a pior parte de um castigo que precede a 3ª Guerra Mundial.

Quanto à detonação da guerra propriamente, todo o cenário mundial parece indicar que nada falta para ela começar.

Talvez estejamos, portanto, vivendo os últimos momentos de “calmaria”, como aqueles que precedem as grandes tempestades. E se realmente estamos às vésperas de assistir um dos maiores castigos da história ─ talvez só comparável ao Dilúvio ─, preparemo-nos para ele agarrados aos pés de Maria, implorando-lhe a misericórdia do Senhor para aqueles que ainda desejam realmente a salvação, repetindo a oração de Fátima: “Ó meu Jesus, perdoai-nos. Livrai-nos do fogo do Inferno. Levai as almas todas para o Céu, e socorrei especialmente as que mais precisarem.”