Corpos incorruptos de Santos
Alexandre Augusto Tavares, 2/6/2016 - Revista Por Ali, nº 11
· História ·
São João Bosco (Itália, 1888)
A morte é um dos principais castigos destinados ao ser humano decaído pelo Pecado Original: “Voltarás à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.” (Gn 3,19)
Com a morte, corpo e alma se separam dolorosamente, e enquanto esta aguarda a ressurreição, aquele apodrece e é consumido pelos vermes.
Contudo, esta fatalidade pode ser atenuada por Deus, e isso não é tão raro entre os santos.
Assim, quando o corpo não se desfaz após a morte, recebe o nome de “incorrupto”, milagre com o qual Deus premia alguns de seus santos.
É como que um adiantamento da glória celeste, quando, após o Juízo Final, o corpo se unirá de novo à alma, mas então definitivamente glorioso e incorruptível: “Todos ressuscitarão com os corpos de que agora estão revestidos.” (IVº Concílio de Latrão: DS 801)
“Deus, que ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos, há de dar igualmente a vida aos vossos corpos mortais.” (Rm 8,11)
São Paulo ensina ainda que “somos cidadãos do Céu e de lá esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo miserável, tornando-o conforme ao seu Corpo glorioso, com o mesmo poder que Lhe permite sujeitar ao seu domínio todas as coisas.” (Fl 3,20-21)
A incorruptibilidade do corpo é um milagre que acontece principalmente para glorificar a virtude da pureza, quando o santo a praticou em grau heroico.
As imagens deste artigo falam por si, ao demonstrarem o especial carinho que Deus tem para com os seus amados.
Seguem (na sequência que aparecem) alguns santos que escolhemos dentre inúmeros:
Santa Bernadette Soubirous (França, 1879):
São Vicente de Paulo (França, 1660):
São Pio de Pietrelcina (Itália, 1968):
São Silvano (Itália, 350):
Beato José Luís Sánchez del Río (México, 1928):
Beata Anna Maria Taigi (Itália, 1837):
São Charbel Maklouf (Líbano, 1898):
Beato Sabastião de Aparício (México, 1600):
