Com quem você divaga?
Alexandre Augusto Tavares, 4/1/2021
· Filosofia ·
Quando criança, temos a imaginação extremamente ativa e criativa: não paramos de pensar e imaginar um segundo sequer. Mas, à medida que vamos crescendo, é normal começarmos a controlar os nossos pensamentos, dominá-los e dirigi-los como bem entendemos.
Infelizmente, poucos se dão conta dessa necessidade (isto não é ensinado nas escolas), e continuam deixando “soltos” seus pensamentos, até quando adultos, como nos tempos de criança.
Ora, o sinal mais claro do equilíbrio mental é ter o domínio dos pensamentos. Para muita gente parece até impossível livrar-se dos pensamentos “intrusivos”. Não, não! Na realidade, não se trata de “intrusão” nenhuma, mas apenas de “divagações”, permitidas por nós mesmos, que viciam e nos dão a impressão de ser uma força de fora para dentro.
A propósito, há, sim, pensamentos provenientes de fontes externas, mas não coletivas: Deus, anjos e falecidos, que se comunicam conosco “sugerindo-nos” ─ não impondo-nos! ─ ideias.
É lamentável estar hoje tão divulgado o conceito de um tal “inconsciente coletivo” que “invade” nossa mente, sugerindo-lhe constantemente pensamentos irresistíveis. O que, sim, existe e se assemelha um tanto a isso é o conceito de “opinião pública”, mas que não passa de um conceito individual que formamos a partir do conjunto das opiniões que nos chegam ao conhecimento.
O fato é que se não tivéssemos o poder de governar o nosso pensamento, e de usá-lo como bem entendemos, não seríamos humanos, pois essa liberdade é inerente à natureza do “homo sapiens” (homem inteligente). Ah, sim, é óbvio que o pecado original enfraqueceu essa nossa habilidade, mas não a anulou; e nem poderia, pois, do contrário estaríamos impedidos de exercer nosso livre-arbítrio, o que é absurdo.
Se você tem dificuldade em controlar o seu pensamento, é muito aconselhável fazer uma sessão de genioterapia. E para manter esse domínio, vai aqui o grande conselho deste artigo: mantenha-se na presença de Deus.
Já prestou atenção em como você pensa? Note que, ao pensarmos, existe sempre “alguém” com quem conversamos. Às vezes, nós mesmos. Geralmente estamos aconselhando esse nosso interlocutor, procurando instruí-lo ou dominá-lo, como se fôssemos iguais ─ ou superiores ─ a ele.
Isso poderia ser chamado de “pensamento horizontal”.
Contudo, para bem desenvolvermos nossa capacidade de domínio da mente, é preciso criarmos outro hábito: o da prática do “pensamento vertical”, ou seja, termos um interlocutor superior, de preferência Deus. Não precisa ser exclusivamente Deus (em Espírito ou encarnado em Jesus); basta ser alguém que consideramos superior a nós, capacitado para nos instruir e aconselhar a todo momento e a respeito de tudo: um sábio, um santo, nosso anjo da guarda ou Nossa Senhora. É até bom variar entre eles.
E então, imaginando-nos sempre na presença desses sábios interlocutores, podemos falar e ouvi-los à vontade, prendendo neles nossa atenção, imaginação e nosso pensamento. Os resultados e benefícios dessa prática te surpreenderão, e te permitirão um progresso intelectual e espiritual rápido e efetivo. Experimente!