Carpe diem
Alexandre Augusto Tavares, 9/4/2021
· Espiritualidade ·
“Aproveita o dia e confia o mínimo possível no amanhã”, escreveu Horácio (65-8 a.C.) numa de suas Odes. O início da frase latina ─ Carpe diem ─ bem traduz a mentalidade hedonista: “Aproveita para gozar a vida, porque nascemos para desfrutar.”
Numa interpretação cristã, carpe diem pode ser entendido como um santo cuidado para não perder tempo com coisas inúteis ou desnecessárias.
Pois, como alertou São Paulo, “o tempo é breve” (1Cor 7, 29). Não podemos desperdiçá-lo, pois a morte logo chega, e com ela o julgamento de Deus, que nos cobrará como aproveitamos esse precioso período de vida que Ele nos deu.
Quanto tempo perdem os homens...! Quantas preocupações inúteis... Quanta falta de fé e de confiança... Quanto carpe diem pagão... Quantas atividades desnecessárias... E o tempo correndo, fugindo sem nunca parar, aproximando-nos mais e mais, a cada instante, daquele dia terrível do acerto de contas!
Tantos convites da Graça para nos entregarmos radicalmente ao amor de Deus! E logo chegará o último deles, aquela derradeira ajuda que incomodava Santo Agostinho: “Temo Jesus que passa e não volta mais.”
Que a nossa Mãe de Misericórdia, aquela a quem tanto pedimos que rogue por nós “agora e na hora da nossa morte” venha em nosso socorro mesmo quando não o busquemos; e até quando o evitemos...
Ó Senhora do Perpétuo Socorro, dai-me aquelas graças que não desejo, que não peço, que infelizmente desprezo ou recuso. Mãe de bondade e doçura, tocai meu coração empedernido e amolecei-o no fogo do divino amor!
Minha querida Advogada, olhai, aí no Céu, para os olhos de Jesus e, mesmo em silêncio, apenas pense no meu nome com a intenção de me levar para junto de Vós: isto bastará para que Ele me converta e eu seja eternamente salvo!