Amar a Deus, mais que todas as coisas

Alexandre Augusto Tavares, 2/8/2016

· Reflexão ·

Título: o Primeiro Mandamento

O amor a Deus, primeira lei do decálogo, foi objeto recorrente das palavras de Jesus. Quando um escriba lhe perguntou qual era o primeiro dos mandamentos, Ele respondeu: “O primeiro é este: [...] Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força. E o segundo mandamento é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior que estes.” (Mc 12,28-31)

O divino Mestre ditou também o “seu” mandamento: “O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.” (Jo 15,12; 17) E em seguida acrescentou: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.”

Em outra ocasião, Jesus disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos, e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras.” (Jo 14,22-24)

A obediência às palavras de Jesus é, portanto, um medidor do amor a Deus. Quando desobedecemos, claramente não estamos amando o suficiente.

Por outro lado, o cumprimento da Lei é apenas o primeiro patamar para aqueles que desejam a completa união com Deus. O conselho “sede perfeitos como vosso Pai

celeste é perfeito" mostra que não há limites para o bem. O bom filho de Deus busca ser perfeito, como o é seu Pai.

Existe uma enorme diferença entre a alma que busca a perfeição, e aquela que vive na mediocridade ou ─ pior ─ de mãos dadas com o pecado. Enquanto esta dedica

grande parte de seu tempo à busca de prazeres e satisfações de suas paixões, aquela vive na obediência às palavras de Jesus, satisfeita pelo prêmio inestimável e desproporcional de ser “morada da Trindade”, conforme a promessa de Jesus: “Nós viremos, e faremos nele a nossa morada.” (Jo 14,23)