A prova das potências
Alexandre Augusto Tavares, 14/11/25
· Reflexão ·
Em sua infinita bondade, Deus criou-nos capazes de participar de sua eterna felicidade. E por isso precisou fazer-nos “à sua imagem e semelhança”, dando-nos inteligência, sensibilidade e vontade livre.
Entretanto, essas três potências de nossa alma, antes de fundirem-se eternamente na felicidade de Deus, conectando-se à própria Inteligência, Vontade e Sensibilidade divinas, precisam demonstrar voluntariamente que desejam essa fusão de glória.
Se reconhecemos agradecidos o dom da vida e almejamos o prêmio que nos aguarda, devemos aumentar, durante o tempo de nossa existência, a nossa semelhança com Deus. Isto equivale a agir de forma divina, o que para nós é impossível, pois não somos deuses.
E para suprir esta carência, o próprio Deus nos dá a sua Graça, que torna possível esta nossa divinização. E então, com esta ajuda, tornamo-nos capazes de vencer as dificuldades da nossa natureza contingente, passando nossa inteligência a acreditar nas verdades reveladas e a elas nos submetermos; nossa vontade a querer e decidir conforme a vontade de Deus; e nossa sensibilidade a recusar prazeres ilícitos por amor ao Deus perfeito.