A excelência da perfeição

Alexandre Augusto Tavares - Revista Por Ali, nº 5, 1/3/2016

· Reflexão ·

A excelência da perfeição

“Perfeito!” É este um dos mais elevados elogios existentes.

Quando algo atinge o patamar do perfeito, causa no ser humano ordenado uma sensação de prazer que chega a emocionar. Nada mais comovente para o homem, do que a perfeição da composição musical, de uma interpretação excelente, de um texto magnífico, de um panorama paradisíaco, de um prato bem preparado, de uma ideia genial, de um perfume delicioso, de uma atitude heroica, de um gesto nobre, de uma generosidade sincera; as maravilhas da arte, da arquitetura, da natureza... enfim, tudo o que toca no perfeito agrada à alma humana.

A alma reta se encanta com tudo o que transpõe os átrios do sublime, do nobre, do santo e, principalmente, do divino. Na realidade, nada é para ela tão prazeroso quanto o encontro com o perfeito. E isto se deve ao fato de que somos criados por um Ser que é a própria Perfeição, e que imprimiu em nosso coração o desejo do infinito.

Também é por isso que mesmo os mais febricitantes prazeres pecaminosos são incapazes de saciar nossa sede do divino: “Só em Deus repousa a minha alma.” (SI 61, 2) E, como disse Santo Agostinho, “fizeste-nos para ti [Senhor], e inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em ti”.