A amplitude da Igreja Católica
Alexandre Augusto Tavares, 3/5/23
· Teologia ·
A Igreja possui três estâncias: a militante, a padecente e a triunfante. Triunfante é a Igreja do Céu, composta pelos bem-aventurados que estão na glória; a padecente é formada pelas almas que estão no Purgatório; e a militante é constituída por nós, católicos que vivemos no tempo, aguardando o nosso encontro com Deus após a morte.
Os três grupos são interligados pela Comunhão dos Santos, que é a participação no conjunto de Graças que Deus dispensa a esses três níveis da Igreja. É por isso que a Igreja tem o título de Católica, que significa “universal”, porque abrange todas as estâncias do universo, não apenas na Terra, mas no Purgatório e no Céu.
É muito importante para o fiel, saber que ser católico não significa apenas estar inserido numa comunidade local, estar ligado a um padre e a um grupo de batizados que se reúnem durante a Missa e outros eventos paroquiais. É muito mais! Ser católico é estar ligado a Cristo pela Graça de Deus, numa vasta irmandade, da qual participam Jesus, Maria, todos os anjos, e todos os Santos, desde Adão.
Se a Comunhão é “dos Santos”, o que ocorre quando alguém peca? A pessoa sai da Comunhão? De certa forma, sim. Não fica excluído, mas deixa de participar ativamente. E quando se arrepende, volta imediatamente à Comunhão.
Um batizado só é excluído definitivamente da Comunhão quando é condenado ao Inferno. Lá não há qualquer vínculo com a Graça divina e, portanto, com a Comunhão dos Santos.
Esta consideração é própria a nos elevar as vistas e ampliar nossos horizontes em relação à Igreja de Deus, livrando-nos de reações mesquinhas, medíocres. De modo que, quando alguma atitude de um católico nos desagrada, seja ele leigo, padre, bispo ou mesmo o Papa, isto não pode mudar a nossa relação de amor e pertencença à Igreja Católica. Pelo contrário, oremos, em comunhão com os Santos, pelas pessoas que julgamos não estar no bom caminho, para que elas sejam bem encaminhadas.