A alegria da fidelidade

Alexandre Augusto Tavares, 12/2/2023

· Espiritualidade ·

A alegria da fidelidade

“Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.” (Gl 5,1) Libertou-nos da escravidão do pecado, que leva à morte eterna, para a liberdade de amar a Deus mais que aos prazeres pecaminosos, e ser-Lhe fiel sem o impedimento dos vícios.

Sim, “alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.” (Mt 5,12)

Como ensinou o Apóstolo, “alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo [de vós]. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.” (Fl 4,4-7)

São diversas as passagens em que a Escritura sagrada nos incita à alegria, pelo incomensurável presente que nos foi dado, o dom da vida, o convite à fidelidade para a salvação eterna:

Salmo 64,10: “O justo se alegrará no Senhor e confiará nele; e todos os retos de coração se regozijarão.”

Salmos 68,3: “Alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.”

Salmos 97,12: “Alegrai-vos, ó justos, no Senhor, e dai louvores em memória da sua santidade.”

Salmos 33,1: “Regozijai-vos no Senhor, vós, justos, pois aos retos convém o louvor.”

Deuteronômio 12,12: “E vos alegrareis perante o Senhor, vosso Deus, vós, e vossos filhos, e vossas filhas, e vossos servos, e vossas servas, e o levita que está dentro das vossas portas [...].”

Lucas, 1,46: “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva; e então, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.”

Triste e cabisbaixo é quem busca no pecado prazeres ilícitos, e que vive engruvinhado em seu egocentrismo deprimente; pelo contrário, quem cumpre os Mandamentos vive alegre, altivo e com o olhar luminoso. Porque o Espírito Santo que o habita é pura alegria na Trindade divina.

Falta de ânimo e generosidade no serviço do Senhor e no cumprimento de suas Leis indicam falta de amor a Deus e presença de egoísmo, de amor-próprio. E esta não é a liberdade para a qual Cristo nos libertou, mas sim o triste cativeiro do vício.

Os 10 Mandamentos não são imposição nem prisão, mas sim os corrimãos da escada que leva ao Céu, as cercas que delimitam e nos indicam o caminho certo e seguro.

Alegremo-nos, pois, e sejamos generosos em aceitar todas as adversidades da vida, pois mesmo que nos machuquem ou nos façam chorar, elas nos levarão livres e em segurança à felicidade eterna para a qual somos criados. Deus é Amor, Deus é Alegria! Participemos, desde já, desse gáudio que no Céu será pleno e sem fim!